Às vezes, a vontade de escrever volta, do nada. Mas, assim como ela vem, ela some... tem que ser ali, na hora exata, escrever o que vem à cabeça, nem que seja num papel de bala perdido no bolso. Agora me deu vontade, mas inspiração que é bom, nada, nunca mais a tive. E eu ainda quero fazer Jornalismo, veja só que excelente escolha a minha. Ou talvez não, nem sei dar certeza de que é isso que eu quero mesmo, eu não quero nada, não tenho vocação, isso é fato. Sem ser pessimista, só um pouco realista.
Um ano, faz um ano que eu comecei a escrever aqui e eu juro que não sei por que nunca deletei esse blog. De vez em nunca, eu dava uma relida nos posts... também não sei por quê. Odeio reler coisas que escrevi há tempos, me sinto tão idiota, ainda mais sendo esses textos melancólicos pós-término de namoro, tão juvenil. Aliás, tudo o que eu escrevo me parece juvenil agora, a convivência com pessoas mais maduras me faz sentir isso. I don't fit. Provavelmente eu nunca vou passar desse nível em que estou, sempre vai haver umas sobras desse meu passado negro, queria mesmo é poder dar um shift+del nisso tudo, esquecer de vez, apagar os traumas e finalmente dar mais espaço pra outras coisas na minha cabeça. Porque isso ainda me ocupa o pensamento de tal forma que acaba intervindo em tudo o que acontece, tudo, a todo momento isso volta, seja esse momento bom ou ruim, quando eu percebo estou de volta nas velhas lembranças, essas merdas de lembranças que comem minha mente, eu não aguento mais. Preciso de uma Lacuna Inc. na minha vida, quero esquecer, apagar, encaminhar esses pensamentos para a destruição, ponto.
"Why do I fall in love with every woman I see who shows me the least bit of attention?"
Eu sei a resposta... é carência. Embora eu já tenha aprendido a me controlar, a segurar esses sentimentos pra mim, às vezes fica difícil, principalmente porque as pessoas são cruéis, nem tanto por pura maldade, mais pela própria natureza de ser cruel mesmo, é a tendência, é inato, inconsciente. Elas sabem o que fazem, sempre sabem, não tem essa de igenuidade, quem é ingênuo aqui? Portanto, elas não colaboram, nem um pouco, na realidade. Seria mais fácil deixar aquele sentimento indesejável ali no canto, quietinho, se não tivesse ninguém provocando-o e cutucando-o, sem parar de incomodar até conseguir aquilo que quer. Não por ser algo que se queira de verdade, é por ganância, pra se sentir bem sabendo que tem alguém te amando, mesmo não lhe respondendo da mesma forma. É cruel, acontece, inconscientemente (na maioria das vezes - ou não), mas acontece mesmo, e quem se fode, pra variar, sou eu. Mas a parte boa é que eu não transpareço. Não, não transpareço, sou hipócrita até o último nesses casos - inclusive, ando aperfeiçoando muito essa minha habilidade, até mesmo em aulas da faculdade, quem diria. Eu era daquelas que falava tudo, agora eu sou daquelas que não fala nada, só o essencial, e olha lá. Acredito que o ouvido dos outros não seja penico, portanto, não há necessidade alguma de fazê-los ouvir todas as merdas que se passam comigo, calo-me. Ouço. Não que eu considere meu ouvido, de fato, um penico, mas eu prefiro ouvir, acolher, inclusive, uma quantidade considerável de merda de alguns, visto que um pouquinho de merda na nossa vida é essencial. Faço uma breve correção com relação ao que disse acima sobre não ter vocação. Quem sabe eu a tenha, quem sabe seja ouvir, eu ouço bem, até gosto disso. As pessoas também gostam. Me faz sentir bem saber que outra pessoa se sente bem ao falar comigo, sabe como? Por outro lado, de certa forma eu fico mal quando acabo desabafando algo, fico realmente me sentindo incomodada por parecer estar incomodando meu ouvinte com minhas merdas, sabe como? Calo-me, enfim. O negócio é esse, é ser hipócrita, é ignorar, é relevar, seguir em frente como se nada estivesse acontecendo e, principalmente, não contar a ninguém. Não falar, segurar os sentimentos em seus devidos lugares, não transparecer. E só. Ok, na verdade, tem um problema nisso tudo: percebe-se como a acumulação desses sentimentos todos acaba prejudicando, até um certo ponto, a sua sanidade - vide minha atitude de agora: desabafando num blog. Oh, que juvenil... mas é o jeito. That's the way it is, for me.
Preciso de tempo, tempo pra botar a cabeça no lugar. Preciso mesmo.
Vc acha que não escreve bem? oO
ResponderExcluirtá de brinks né? e.e